Escrito em por & arquivado em Comportamento.



A palavra depressão é usada com grande liberdade atualmente.Basta um pequeno problema, uma desfeita, um desencontro emocional, um prejuízo financeiro, para nos declararmos deprimidos. Porém, na grande maioria, o termo depressão é empregado de maneira incorreta.

Precisamos entender que a depressão é uma doença grave! Nos adultos é bem mais fácil diagnosticá-la, diante da facilidade que temos de expor sentimentos e também de observar algumas limitações na execução de atividades antes realizadas por nós. Já na criança esse diagnóstico é mais difícil, porque tanto os pais como a própria criança confundem os sintomas com o “jeito” da criança, ou uma “fase diferente”, ou ainda de estar ou ser mais quieta por exemplo. Tudo isso colabora para se retrair socialmente, principalmente pelo sentimento de incompreensão, o que só agrava o diagnóstico.

Alguns sintomas a serem observados na criança são, o rendimento escolar, a dificuldade de separação dos pais, a insegurança frente a tudo o que é novo, e também a oscilação do sono. Este último, na grande maioria fica bem alterado. O sono começa a ser interrompido de madrugada, às vezes com quadros de pesadelos e acompanhados de choro pela criança, um choro que demonstra medo de ficar sozinha.
Na infância, conseguimos controlar alguns casos leves e reconhecidos precocemente com psicoterapia e a orientação dos pais. Entretanto, como a depressão tem um componente genético muito forte, em certos casos, a necessidade de medicação torna-se quase compulsória.
O que tranquiliza é que, felizmente, a criança responde muito mais depressa aos medicamentos do que o adulto e, quanto menor for o tempo de uso da medicação, melhor.
Pais e professores são fundamentais nesse diagnóstico, pois ambos fazem parte da rotina da crianças e são seus maiores observadores, e são eles também os que mais irão colaborar no tratamentos, incentivando a criança e brincar, se enturmar e realizar as atividades propostas.
Portanto, fique atento a qualquer mudança no comportamento do seu filho e não se recuse e nem demore na procura de ajuda. Lembre-se que quanto mais cedo esta criança receber ajuda, mais cedo ela irá melhorar.
**Este post foi escrito por Lidiane Fim Chimentão – Psicóloga (CRP 63207-06), atuando nas relações da família – pais e filhos.

Fone: 12 – 3413-1636 / 98117-5500